O que é e por que alguém estuda a leitura?

Caros colegas, está no ar o mais novo número da Revista Criação & Crítica n. 8 – Qualis B1, com o dossiê “O enésimo sexo”. Neste número, a revista encara o olhar da Medusa e apresenta textos que abordam a sexualidade na literatura.

Aproveitamos para divulgar a chamada para o número 9 da revista:
O que é e por que alguém estuda a leitura?
Há exatos 45 anos Hans Robert Jauss apresentava a conferência “O que é e por que alguém estuda a história literária?”, inaugurando o que viria a ser uma das mudanças de perspectiva significativa na crítica literária contemporânea: os estudos sobre a leitura. Dessa  indagação de Jauss sobre a relação entre literatura e história por meio das reações do público, os estudos sobre a leitura assumiram feições diversas, passando pela investigação da forma como a estrutura do texto literário suscita a leitura (Wolfgang Iser e Umberto Eco),  pela investigação do papel das convenções na leitura da literatura (Stanley Fish) para, mais recentemente, culminar com a investigação empírica sobre a leitura (David S. Miall), isso sem mencionarmos os rudimentos de uma “antropologia literária” proposta pelo próprio Iser em O Fictício e O Imaginário e que decorre diretamente de sua investigação sobre a leitura da literatura.
Nesta chamada, encorajamos a submissão de artigos inéditos que  dialoguem, analítica ou teoricamente, com essas proposições e desdobramentos como forma de mapear e avaliar seu impacto na produção acadêmica, qualquer que seja seu escopo (teoria, literatura brasileira, literatura estrangeira).
A revista também publica resenhas, traduções e textos de crítica literária de caráter experimental que tensionem os limites do gênero acadêmico. As contribuições devem ser enviadas, de acordo com as normas da revista, até o dia 31 de julho de 2012 para o endereço: revista.criacaoecritica@yahoo.com.br
A revista aceita artigos em português, francês, espanhol e inglês.

De como chegamos aqui: crítica e autobiografia

O grupo Criação e crítica  convida a todos para o seu:
22º seminário
De como chegamos aqui: crítica e autobiografia

por Ana Amelia Coelho
data: 25/11/11, às 16h
Sala: 169

Para ter acesso ao texto, visite o site de nossa revista
http://www.fflch.usp.br/dlm/criacaoecritica

Defesa da tese A PESQUISA (in)FINITA DAS COISAS – GEORGES PEREC E A ARTE DO DESIMPORTANTE, de Manlio Speranzini

“Malheur aux barbus”, de Arman, 1960.

O grupo Criação e crítica informa a defesa da tese de doutoramento de Manlio Speranzini, membro do grupo

dia 29 de novembro, terça-feira

às 15h, na sala 116 (capacidade 30 pessoas)

no prédio da Administração, R. do Lago, 717, Cidade Universitária

farão parte da banca:

Betina Bischof (FFLCH)

Marcos Natali (FFLCH)

Marcia Maria Arbex (UFMG)

Maria Ester Borges  (UFMG)

 

Encontro de pós-graduandos

Nesta semana ocorre na FFLCH-USP o VI EPOG (Encontro de Pós-Graduandos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Dentre os inúmeros trabalhos apresentados, indicamos abaixo os de nossos colegas do grupo Criação e Crítica:

18|10|2011            Terça-Feira                14:30 – 17:30
Mesa: 27 | Literatura: História, Estética e Criação II| Prédio: Geografia e História |Sala: 16 |
Coordenador(a):  Profa. Dra. Juliana Pasquarelli Perez
Carolina Augusto Messias
LIVROS-BIBLIOTECA: UM MODO DE LER EM RELAÇÃO
Eduardo Gonzales Moreira
FRADIQUE MENDES: HETERONÍMIA E FUNÇÃO-AUTOR
Fernanda Ferreira dos Santos
BOUVARD ET PÉCUCHET E D. QUIXOTE: UMA TENTATIVA DE DE LER
O MUNDO
Leo Agapejev de Andrade
DESCONSTRUÇÃO DOS LUGARES-COMUNS NOS CONTOS DE SAMUEL
RAWET
Leonardo José César de Mattos Guerra
VIAGENS DE GULLIVER PELA CRÍTICA E HISTORIOGRAFIA DO
PERÍODO VITORIANO
Patricia Trindade Nakagome
LITERATURA COMO FORMAÇÃO DO HOMEM: O LEITOR EMPÍRICO EM
FOCO
19|10|2011              Quarta-Feira        10:00 – 13:00
Mesa: 36 | Literatura: História, Estética e Criação VII| Prédio: Geografia e História|Sala: 16 |
Coordenador(a): Profa. Dra. Fátima Aparecida Teves Cabral Bruno
Cristiane Checchia
ENSAIO E FICÇÃO EM EL RÍO SIN ORILLAS, DE JUAN JOSÉ SAER
Fabiano Barboza Viana
RAYMOND ROUSSEL: EXPERIÊNCIA E LINGUAGEM
Giovana Thais de Lima Cardoso
A PRESENÇA DA ORALIDADE NA CORRESPONDÊNCIA AMOROSA DE
FERNANDO PESSOA
Luciana Antonini Schoeps
AS BIBLIOTECAS DE MACHADO DE ASSIS E GUSTAVE FLAUBERT
Mônica Fernanda Rodrigues Gama
APRESENTAR UM LIVRO: DIÁLOGO E ENCENAÇÃO AUTORAL
Mesa: 37 | Mito e Psicanálise| Prédio: Geografia e História | Sala: 8 |
Coordenador(a): Profa. Dra. Betina Bischof
Ana Lucia Branco
NORMA E TRANSGRESSÃO: A FAMÍLIA EM ROSA
Débora Domke Ribeiro Lima
OS LABIRINTOS DO AMOR: UM ESTUDO DO TEMA EM FAUSTO I E
GRANDE SERTÃO: VEREDAS
Ivair Carlos Castelan
CIÚME E FORMAÇÃO DE TRIÂNGULOS AMOROSOS NOS ROMANCES:
SENILITÀ, DE ITALO SVEVO, E DOM CASMURRO, DE MACHADO DE
ASSIS
Samara Fernanda Almeida Oliveira de Locio e Silva Geske
ALBERT CAMUS: ABSURDO, REVOLTA E AMOR
21|10|2011    Sexta-Feira    10:00 – 13:00

Mesa: 68 | A Representação de si: Biografias e Subjetividade|
Prédio: Letras | Sala: 110 |
Coordenador(a): Profa. Dra. Betina Bischof

Adriano Rodrigues dos Santos
O EFEITO DE SENTIDO DE IDENTIDADE NAS AUTOBIOGRAFIAS
DOS ABOLICIONISTAS LUIZ GAMA E FREDERICK DOUGLASS: UMA
ABORDAGEM SEMIÓTICA

Ana Amelia Barros Coelho
UM MODO DE LER OS PACTOS AUTOBIOGRÁFICOS DE PHILIPPE
LEJEUNE

Gustavo Walter Spandau
AUTO-FIGURAÇÃO E AUTO-FICÇÃO EM TEXTOS ÍNTIMOS. ALGUNS
ASPECTOS NAS OBRAS DE RODOLFO WALSH Y JOHN COETZEE.

Ivan Baycer Junior
LIBER TERTVLLIANI ADVERSVS VALENTINIANOS: TRADUÇÃO E
ANÁLISE DA CONSTRUÇÃO DO EU DISCURSIVO E DA LEGITIMAÇÃO
DO AUTOR E SUA FÉ.

Patricia Cristina Biazão Manzato
A CORRESPONDÊNCIA DE STEFAN ZWEIG: UMA PESQUISA EM
ARQUIVOS LITERÁRIOS

Universidade Guimarães Rosa

A Universidade dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri acolheu dois novos campi propostos pelo Governo Federal, nas cidades de Unaí e Janaúba.
O Conselho Universitário aprovou a expansão em sua última reunião, no dia 07 de outubro. Todo esse processo está sendo conduzido apressadamente pela Reitoria, que, agora, quer batizar a instituição com o nome de Universidade Federal Juscelino Kubitschek (UFJK).
Nesse sentido, está surgindo uma outra vertente que tem sugerido o nome de Universidade Federal Guimarães Rosa (UFGR), focalizando a dimensão cultural, ecológica, literária, de interação dos saberes populares e eruditos, na intrincada geografia do Centro-Norte mineiro.
 Em breve será lançada uma página na internet e também uma petição online para divulgar esse trabalho.

A novela das coisas

O 20º seminário do Grupo Criação e Crítica é, na verdade, uma novela. A cada dia, divulgamos um capítulo da tese intitulada “a pesquisa infinita das coisas”, de Manlio Speranzini.

Você pode ajudar a decidir o final desta trama no dia 16/09, às 16h, na sala 108 (prédio de Letras). Confira os capítulos já divulgados:

Capítulo 1 – A acumulação ou só o que aumenta

Segunda-feira, 12/09: No Capítulo de hoje, você conhecerá Jerôme e Sylvie, um casal apático que sonha com riqueza e que acredita piamente que dinheiro é felicidade. Perec é um personagem um pouco insólito, que brinca de escritor e que ficará amigo de Barthes, um crítico nada claro, diga-se de passagem. Perec também confessará que já flertou com Brecht e com Flaubert e que gosta de ler revistas tipo Casa Claudia. Também aparecerá um certo Arman, colecionador obsessivo que transforma cacarecos em arte e que poderia muito bem ser um dos personagens do escritor Perec.

Capítulo 2 – A coleção, ou, o que ainda falta

Terça-feira, 13/09: Neste capítulo, você vai lembrar do personagem-escritor Georges Perec, que vai se lembrar de vários projetos sobre lugares, com o objetivo justamente de se lembrar de lugares onde dormiu, lugares que deseja esgotar, lugares por onde passou. Para isso, você vai lembrar que Perec fazia parte de um grupo, o Oulipo, cujos membros são aficcionados por regras e procedimentos formais. Como seus colegas, Georges Perec é uma figura obsessiva, que fica se questionando o tempo todo sobre coisinhas mínimas do cotidiano que ninguém se lembra de questionar, por exemplo, “será que meu gilete sempre foi assim?”. Você vai conhecer a técnica de Perec para eliminar “p’los das palavras”. Brainard surge como um personagem meio deslocado e que, à sua maneira, também vê pelo em ovo. Ele é apaixonado por Nancy, uma menina totalmente sem sal e sem personalidade. Não se engane, ela vai tentar seduzir você também. E você vai lembrar que quase esqueceu o que estava
fazendo antes e vai voltar a colecionar lembranças.

Capítulo 3

Quarta-feira, 14/09: A emissora não divulgou a sinopse deste capítulo.

Um tempo de literatura desassossegada?

O Itaú Cultural promove esta semana o VI Encontros de Interrogação, que busca discutir as intranquilidades da produção literária contemporânea. Mais de 50 escritores participam das 11 mesas divididas entre os dias 7, 8 e 9 de setembro. Uma delas em homenagem à escritora Lygia Fagundes Telles, que também estará presente no evento. Confira a programação no site.

Seminário de Pesquisa: “Os diários de Guimarães Rosa”

Mais um seminário de Pesquisa do grupo Criação e Crítica.

Nesta sexta-feira, dia 26 de agosto, 16hs na sala 131 do prédio de Letras (USP) (a confirmar).

Título do seminário: “Os diários de Guimarães Rosa”

Por Mônica Gama.

Mais informações no site da revista: www.fflch.usp.br/dlm/criacaoecritica

Mulher & Literatura (ou as aventuras de Naná no mundo do gênero – parte II)

Começou com humor. A INFRAERO me fez despachar meu pôster. Madeira mata, foi essa a justificativa. Eu comecei a rir. A cena hipotética em que eu cometo nos ares um crime cuja arma é um pôster de pesquisa intitulado Rostos do Gozo, àquela hora da manhã, não poderia provocar nada senão riso. Despachei como frágil - porque isso também me fez rir boba.
Brasília é uma cidade quente. Sabia disso, mas não esperava aquele calor. Também não esperava uma cidade sem calçadas. E também não esperava ter que ir para a UnB um dia antes do início do congresso para pendurar meu pôster, mas eles avisaram encarecidamente 24horas antes que era isto que eu deveria fazer. E Brasília era quente.  E ventava.  Eu deveria ir ao Centro Comunitário Athos Bulcão. E esse lugar, esse lugar era especialmente quente, pois era a céu aberto, coberto por uma espécie de lona. Chegamos – eu, a namorada e o pôster assassino, porém frágil. A professora responsável pela apresentação de pôsteres corria de um lado para o outro – o vento derrubava os pôsteres já pendurados no chão e ela, esbaforida, tentava reverter a situação. Entreguei a tal arma nas mãos dela e fui procurar meu hotel, cujo endereço era:  SQN Qq 02 Bloco N.  Mas antes disso, em meio ao pânico de ver pôsteres voando, ela me disse que eu deveria estar ali de novo no dia seguinte, às 14horas. E lá eu deveria ficar até às 18hrs. Uma tal comissão avaliadora ia dar nota para todos os pôsteres e eu deveria estar ao lado do meu para que eles me fizessem perguntas. Os três primeiros colocados ganhavam um prêmio. Não sou simpática à prêmios que se declaram prêmios. E nem à avaliadores que se chamam de avaliadores. Mas tudo bem, faz parte.

No dia seguinte, logo percebemos: o ENUDS acostuma mal. Não tinha cerveja no credenciamento. E não me deram pulserinhas para festas que comemoram a diversidade sexual. E não ilustravam os balcões fotos dos sexos de cada um dos sexos. Mas me deram um livrinho simpático onde estávamos eu e meu pôster figurando em algumas linhas breves, que eu mesma escrevi sem grandes pretensões. Fiz o cronograma. Muitas mesas em que eu queria estar, muitas mulheres que eu queria ver falar. Mas tinha que ficar com o pôster naquele dia. Adeus, Susana Funck, adeus.

 

O primeiro avaliador passou. Fez perguntas desinteressadas, mas sorriu simpático. E eu falei simpática. A segunda avaliadora passou – me deu puxão de orelha: “Seu pôster está lindo, mas não tem introdução, metodologia, desenvolvimento conclusão“. Tem sim, moça, é só ler direito. Mas falei simpática, de novo. Os títulos não estavam ali, é verdade, mas tudo isso estava ali.

No tempo entre-avaliadores, fiz amizades. Revi amizades de congressos passados. O mundo dos estudos de gênero é um feudo pequenino – é fácil ter reencontros e cumprimentar com ares de quem realmente sabe algo sobre aquele outro. A moça do pôster do lado, a Pollyanna, me deu aquela tarde no ENUDS, com outras duas professoras. Lembram? Aquela em que numa sala fechada lésbicas estudantes de gênero e/ou militantes fizeram alguns pactos – entre elas, eu. A Pollyanna é também aquela moça que fez uma intervenção artística durante uma mesa redonda – tirou a roupa recitando poemas. Gosto muito da Pollyanna. Gostaria que ela sempre fosse minha vizinha nesse feudo pequenino.

Veio outro avaliador. Pediu para eu falar do meu trabalho. Falei simpática, de novo. E disse: “Eu gostei de você não ter feito na forma clássi/ Você é orientanda da Claudia?”. Sou, sou sim, moço. Ele se riu, não sabia que a Claudia orientava trabalhos de gênero. Orienta o meu, moço. E abriu sorriso largo: “Fiz USP na mesma época que ela. Fala pra ela que você me encontrou, manda um beijo. Paulo, da hispano-americana. Ou Paulo da UnB. Ela deve lembrar. E você não fez o pôster no formato clássico”. É, eu sou orientanda da Claudia. Ele disse que gostou, que foi prazeroso ler um pôster diferente. Isso me deixou suficientemente feliz. E meu dia se encerrou.

O dia seguinte começou com palestra da Sidonie Smith: “Novos gêneros literários, novos sujeitos: Mulher, gênero e autobiografia depois de 2000″.  E ela falou coisas bonitas. E fez análises bonitas. E falou do Persepolis e do Fun Home. E eu pensei na aula da Ana Amélia, naquele começo de trajeto meu, em Introdução à Literatura Francesa, em que eu não tinha pesquisas-arma fora do formato padrão e em que a Claudia não me orientava não, moço, e que parece residir num passado distante, mas foi logo ontem.

Decidi que em qualquer congresso que eu vá, pelo menos alguma coisa sem ligação direta com a pesquisa, mas ligação direta comigo e só comigo, eu iria assistir. Fui à uma mesa onde mulheres acadêmicas e escritoras falariam de suas trajetórias. E fiquei lá, sentadinha, assistindo o que foram as falas mais bonitas que já ouvi – em congresso ou alhures.

Parti para a Comunicação Coordenada de Escritas de Si. E por lá fiquei, porque por lá sempre estou. Ninguém me encantou. Discordei de muita gente, para falar a verdade. Mas gostei de estar ali. E alguém tem que falar que a literatura não está acima do bem e do mal, como insinuaram. E que há sim uma escrita feminina e isso, isso não significa de forma alguma que a mulher é menos que o homem e não merece igualdade ou menos consideração. Reconhecer a diferença não é declarar inferioridade. Vamos lá, gente, menos Simone mais Cixous, por favor, 2011. E não citem Butler à toa, não citem Butler só porque ela está na moda e é relativamente recente. Você não será menos ultrapassada no tal do gender studies se citar Butler sem realmente entender Butler. Alguém tinha que falar. As fundadoras do feudo pequenino tropeçam. Não tem problema. Mas não citem Butler porque vai pegar bem com a garotada. Citem Butler porque ali Butler deve ser citada. Performatividade de gênero soa bonito. Mas, caras senhoras, vocês realmente entenderam o que é performatividade de gênero? E a Wittig todo mundo esquece. E a Wittig soa muito bonito também. Mas não está mais na moda. A Butler acabou com ela e deu golpe de estado. Mas também acabou com a Simone – então estamos simoneando a troco de que? Ou é uma coisa ou é outra. A garotada não é boba, talvez um tanto irritadiça, mas não é boba. Teve quem concordasse comigo.

Pollyanna foi a primeira colocada no tal concurso dos pôsteres. Uma vizinha graúda. E eu fui parar em um bar gay para comemorar dois

Tentativa de foto a duas - mas não é fácil documentar uma lua-de-mel do gender studies quando somos só duas.

meses de namoro. Fui assaltada antes, o que é realmente incrível de se acontecer numa cidade sem calçadas. Mas vamos nos apegar à lembrança boa do bar gay com os drinks com nomes de divas do pop. Tomei duas Shakiras e duas Rihannas.

Na última noite, noite em que comprei tudo o que havia de alcoólico no hotel simplesinho de endereço esquisito (6 cervejas, para que vocês não pensem que exagero demais, eram tudo que o hotel tinha de alcoólico): uma foto com o pôster, com cara e composição dramáticas, porque vai que, vai que você também um dia não dá golpe de estado no feudo – e aí tem que ter foto da juventude com cara dramática:

Tudo bem, não deu muito certo. Mas o que conta é o raciocínio.

 

E voltamos para casa eu e o pôster desformatado. Com ideias de motins e golpes de estado.

Medo, desespero, aversão, ignorância – tadinha da teoria

 

“embora tenhamos dezenas de professores de teoria, a prática teórica na verdade inexiste entre nós”. ’A praga do beletrismo”, L. Costa Lima

Estamos preparando no grupo discussões sobre os seguintes textos do Luiz Costa Lima:

1.  ”Quem tem medo de teoria?”; 2. ”Questionamento da crítica literária”; 3.  ”Da existência precária: o sistema intelectual no Brasil” 4. “A praga do beletrismo”

 

 

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